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Ficus Benjamina

Planta tóxica (a seiva).


Ficus Benjamina (Figueira chorão) a verde e a "variegata"

A bibliografia refere a existência de cerca de 800 espécies de ficus.
Planta angiospérmica (sementes escondidas no fruto) da Família das Moraceae, de folhas perenes (perenifólia), a ficus benjamina é originária da Índia, Himalaias, Malásia, Norte da Austrália...
Atualmente encontra-se disseminada por quase todos os países tropicais e sub-tropicais.


Figueira chorão, folhas.

Os seus ramos pendentes e a folhagem densa (quando saudável) dão-lhe um aspecto muito atraente e por isso tem grande procura como planta ornamental. As folhas são ovaladas e tem a orla ligeiramente ondulada, de cores que vão do verde escuro até verde acinzentado, com manchas mais claras, na sub espécie “variegata”.


Ficus Benjamina "variegata"

Pode possuir frutos pequenos, de cor verde, tipo figo, que ficam vermelhos ao amadurecer.
A fícus benjamina adapta-se bem a planta de interior e é muito conhecida, difundida e preferida pela sua resistência e beleza.

As variedades distinguem-se pelo tamanho das folhas.
Como planta de interior atribuem-lhe algumas “exigências”:

1. Exige locais claros (com muita luz) mas não “gosta” de exposição ao sol do meio dia. A temperatura da terra deve manter-se à volta dos 20º.

2. Não aprecia mudanças de lugar, correntes de ar, encharcamentos ou ar-condicionado.

3. Utilizar terra (substracto) com boa drenagem, composto por terra vegetal, turfa e areia, na proporção 1:2:1

4. Não tolera encharcamentos, mas a terra deve manter-se sempre húmida. Gosta de ser pulverizada (com água) regularmente.

5. Na Primavera Verão e Outono adubar todas as semanas ou de 15 em 15 dias. No Inverno adubar de 2 em 2 meses.

6. O ar seco pode ajudar a proliferação de ácaros vermelhos. A pulverização regular evita esse problema.

Enfim, uma verdadeira “planta de estufa”...

Quem a cultiva e a vende, ameaça que, se estas condições não forem respeitadas, as folhas da planta ficam amarelas e caem e as raízes apodrecem... Mas a planta regenera-se tão logo o problema seja resolvido (ou a planta tenha tempo para se adaptar


De fato, segundo a nossa experiência, a ficus é muito mais resistente e muito menos exigente do que se diz. Nem outra coisa seria de esperar duma planta que cria raízes fortes e grandes a ponto de rebentar com canos e até com os alicerces das casas, para ir em busca de água... Essa é uma característica de plantas bem resistentes.

Ao que pudenos constatar, a ficus tolera vários tipos de terra (substracto) e consegue crescer razoavelmente em vasos pequenos, sem criar grandes raízes. Pode estranhar muito e ressentir-se, se a mudança for brusca e se exposta a sol intenso, mas recupera... e do que gosta mesmo é de estar na rua...



Ficus benjamina, figueira chorão, numa floreira na Rua.

A ficus também é muito fácil de reproduzir por meio de estacas que, em condições óptimas, nem chegam a perder as folhas que trazem da planta mãe.

Segundo os entendidos, para “bonsai” adaptam-se bem a Fícus benjamina exótica (Fícus de java), e a Fícus benjamina "natasha", que sobrevivem até em ambientes com pouca luz.

Plantada ao ar livre e na terra, cresce até formar árvores muito altas, com cerca de 30 metros, de copa grande e densa. 

Mas cuidado! 
Porque, tal como acontece com as figueiras comuns, a ficus também é capaz de criar raizes para “ir em busca de água” e romper as canalizações, as floreiras e até os alicerces das casas. Portanto, é uma espécie a evitar próximo das habitações.

O problema pode ser de dimensões tais que levou alguns municípios do Brasil a erradicar os exemplares existentes e a proibir a sua plantação...

Algumas dicas para evitar esses problemas são:

1. Manter a planta em vasos de modo a poder ser vigiada quanto ao crescimento das raízes;

2. Podar regularmente, não deixando que se desenvolva demasiado;

3. Fornecer água q.b. e borrifar (pulverizar) com regularidade (assim a planta não tem necessidade de criar raízes extensas)

Quando são plantadas ao ar livre e crescem sem constrangimentos, a sua copa frondosa e a sombra espessa que proporcionam também impedem o crescimento de qualquer outra espécie dentro do perímetro da sombra...

Diz-se que a fícus, mantida dentro de casa, filtra as toxinas do ar.

A sua seiva, leitosa e algo resinosa, (latex) é venenosa e pegajosa, mancha os tecidos e pode provocar irritação da pele e reações alérgicas: comichão nos olhos e na pele, tosse e dificuldades respiratórias. No entanto, segundo se diz, estes sintomas só duram poucos minutos.

Deve ser manuseanda e cuidada usando luvas de borracha.

Plantas Venenosas

As plantas venenosas ou tóxicas possuem elementos nocivos aos seres humanos e a outros animais, sendo muitas delas até mesmo letais. Essas plantas são venenosas por apresentarem princípios ativos que são capazes de causarem graves intoxicações se ingeridas e irritações na pele quando tocadas.
Existe uma variedade de plantas tóxicas sendo muitas delas pertencentes à família das Apiáceas, como a Cicuta. Deste tipo de planta é possível extrair uma toxina mortal que, se ingerida, leva a um óbito instantâneo.
Os venenos de vegetais podem ser ingeridos sem causar morte, porém causam sérias lesões em órgãos vitais como o cérebro, coração e pulmões. Podemos citar como venenos vegetais deste grupo a morfina, nicotina, ópio, cocaína, entre outros, que são conhecidos como narcóticos.
Há mais de cem plantas venenosas que são extremamente perigosas, que nem se pode tocar e cuidados são essenciais quando existe o desconhecimento do potencial tóxico de algumas espécies.

Exemplos de plantas venenosas

Daturastramonium

datura stramonium

Datura stramonium: Este tipo de planta possui flores brancas em forma de trombetas, de branco para púrpura, sendo na maioria das vezes confundida com lírios. Suas folhas chegam a atingir 20 cm de comprimento. Seu fruto é uma cápsula espinhosa com quatro gomos, sendo cada um contendo uma semente. Esta planta é venenosa em todas as suas partes e ao esfregar suas folhas percebe-se um odor intenso e fétido. Os sintomas provocados por esta planta são boca seca, diminuição das secreções, vermelhidão e secura da pele, hipetermia, dificuldade de micção, alucinações, tonturas e câimbras.

    TINHORÃO VÁRIAS ESPÉCIES






   tinhorao
Caladium bicolor Schott: Conhecidas como tinhorão, tajá, taiá, e caládio, essa planta pertencente à família das Araceae são tóxicas em todas as suas partes. Os sintomas provocados pela ingestão e o contato desta planta causam inflamação da garganta e da boca, edema de lábios, língua e palato, sialorréia, cólicas abdominais, náuseas, vômitos e edemas nos olhos.

Comigo-Ninguém-Pode

Comigo-ninguém-pode
Dieffenbachia picta Schott: Popularmente conhecida como comigo-ninguém-pode e pertencente à família Araceae, este tipo de planta possui toxidade em todas as suas partes. A ingestão e contato desta planta provocam irritação das mucosas, edema de lábios, língua e palato, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, em contato com os olhos causam lesão e 

ANTÚRIO - Anthurium
 

FAMÍLIA: Araceae
NOME CIENTÍFICO: Anthurium spp
NOME POPULAR: Antúrio
PARTE TÓXICA: Toda a planta
PRINCÍPIO ATIVO: Oxalato de cálcio
SINTOMAS
A mastigação da sua folha provoca irritação e edema nas mucosas da boca, faringe e laringe. Nos casos mais graves, pode causar náuseas e vômitos, sensação de queimação, salivação abundante, dificuldade de engolir e asfixia; o contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea.
TRATAMENTO
O tratamento inicial dos sintomas é feito com a ingestão de leite e água e medicação sintomática.
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Planta perene, semi-herbácea, com 0,30 a 1,0m de altura. A folhagem é ornamental, com folhas grandes, verdes. As inflorescências são espigas, protegidas por folhas modificadas (espata) de cores diversas (vermelha, rosa ou branca)
A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice - espiga onde brotam as minúsculas flores - e espata do antúrio - a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga. ORIGEM: América Central e do Sul

AROEIRA - Lithraea brasiliens March 

FAMÍLIA: Anacardiaceae.
NOME CIENTÍFICO: Lithraea brasiliens March.
NOME POPULAR:pau-de-bugre, coração-de-bugre, aroeirinha preta, aroeira-do-mato, aroeira-brava.
PARTE TÓXICA: todas as partes da planta.
PRINCÍPIO ATIVO: os conhecidos são os óleos voláteis, felandreno, carvacrol e pineno.
SINTOMATOLOGIA
A síndrome inicial de hipersensibilidade aparece cerca de 24 a 48h após a exposição.Os componentes alergenicos responsáveis por estas reações estão dentro de um grupo de substâncias chamadas “ urushiois”. Os sintomas são: queimação, eritema e prurido intenso, seguido do desenvolvimento de vesículas. As lesões aparecem primariamente nas áreas expostas, podendo ocorrer lesões secundárias nas genitálias ou em outras áreas(Ellenhorn & Barceloux, 1988).
Os urushiois são encontrados em canais resiníferos contidos nas folhas, caules e raízes. Eles não escoam para a superfície, e a exposição destas substâncias requer trauma da planta
TRATAMENTO
Em casos simples, a aplicação de anti-sépticos suaves é suficiente para o tratamento, visto que a dermatite é autolimitante e desaparece com duas ou três semanas. Casos mais graves exigem a administração de anti-histamínicos e corticóides. A regressão do quadro toxicológico nestes casos é mais lenta, devendo-se controlar o aparecimento de possível infecção secundária (Ellenhorn & Barceloux, 1988; Schvartsman, 1979).
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Arbusto ou árvore pequena, 7m de altura, caule tortuoso e casca pardo-vermelho-escura, muito fendida. Folhas alternas, alado-pecioladas, compostas, com três a cinco folíolos sésseis, oblongo-espatulados, coriáceos, glabros. Flores verde-amareladas, pequenas, pubescentes, dispostas em panículas. Fruto drupa globosa branco-esverdeada.
ORIGEM: Brasil
 
SAMAMBAIA - Pteridium aquilinum (L.) Kuhn 
FAMÍLIA: Pteridaceae
NOME CIENTÍFICO: Pteridium aquilinum (L.) Kuhn (Sinonímia: Pteris aquilina L.)
NOMES POPULARES: samambaia, samambaia-brava, samambaia-do-campo, samambaia-tóxica, samambaia-venenosa, samambaia-das-taperas, pluma, pluma grande, bracken (em inglês)
PARTE TÓXICA: Folhas
PRINCÍPIO ATIVO:: glicosídeo cianogênico, a tiaminase tipo I
SINTOMATOLOGIA
Os sintomas da intoxicação, que podem aparecer várias horas depois da ingestão são: anóxia celular (cianose), febre, hemorragia na pele (suor com sangue), distúrbios gastrointestinais: náuseas, vômitos, cólicas abdominais, diarréia com sangue, diminuição do número de plaquetas., há uma rápida perda de sangue, coma, podendo ocorrer a morte.
TRATAMENTO
Pronto atendimento, lavagem gástrica e procedimentos para neutralizar o ácido cianídrico.
Ciclo reprodutivo da samambaia
DESCRIÇÃO BOTÂNICA
Pteridium aquilinum var. arachnoideum é uma planta rizomatosa com folhas grandes de 60 a 180 cm de comprimento e 60 a 120 cm de largura, bipinadas, com as pinas profundamente lobadas e glabras ou lanuginosas, ferrugíneas na face dorsal. As folhas formam touceiras densas, ou se estendem ao longo dos rizomas. Normalmente o rizoma e seus rizóforos estão profundamente enterrados, o que permite à samambaia resistir às queimadas. O rizoma atua também como órgão de armazenamento de nutrientes, possuindo propriedades de expansão, o que facilita a colonização e a fixação da planta no solo (Atkinson 1989, Cruz & Bracarense 2004)
ORIGEM: Clima tropical